Mostra-me aquilo que não podes dar,
porque menos que isso eu não aceito.
Leva-me às tuas noites, filho bastardo de insónias, quando encostas um pé no outro e abanas as pernas, num nervoso que teima em acordar-te e o teu corpo balança, menino sem medos que não adormece e sonha com o sono que chega em pesadelos.
Dá-me aquilo que não podes mostrar,
porque menos que isso eu não vou compreender
Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXXI)
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Toda a gente conhecia o seu relógio. E porque as pessoas se habituam a
tudo, também se habituaram aos apitos; o relógio podia tocar a qualquer
momento, em ...
Há 4 dias

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